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Rosa é para meninos, azul é para meninas

Dia desses tínhamos a missão de comprar um presente para um amiguinho da Ana que estava de aniversário. A Fá disse, vamos dar uma boneca? Num primeiro momento achei que ela tinha perdido o juízo – sei lá, coisa de grávida. Mas assim que começamos a discutir a ideia, não é que fazia sentido…

Ela tinha recém lido um post no Blog do Sakamoto que falava sobre como reforçamos os estereótipos e preconceitos que herdamos da nossa sociedade, sem mesmo nos darmos conta. Muitos (todos?) os nossos conceitos sobre os papéis dos gêneros são crias da nossa cultura.

Um artigo na Smithsonian Magazine, por exemplo, explica que o fato de usarmos roupas azuis para meninos e rosa para as meninas é uma novidade que só “pegou” após a Segunda Guerra. Roupas coloridas só apareceram na virada do século XXI, e até a década de 20 as lojas de departamentos estadunidenses recomendavam rosa para os meninos e azul para as meninas, uma vez que rosa é uma cor mais “decidida e forte”, enquanto que o azul é mais “delicado”, segundo um catálogo da época.

Em casa, percebi que reforçamos diariamente esses preconceitos. Uma rápida passada no quarto de brinquedos da Ana e encontramos muitas bonecas que são penteadas e escovadas diariamente, uma tábua de passar roupa, dois fogões, uma geladeira, uma máquina de lavar roupa, carrinhos de bebê, e uma quantidade incrível de rosa. Ela é encantada por qualquer história de princesas, que sempre terminam com um príncipe que vem ao resgate. Ela tem um único carrinho – o da Polly. Já demos a ela um ou outro carrinho da Hot Wheels, mas não adianta, o volume de informações contrárias é muito grande.

Li hoje ainda um artigo que falava sobre “Stereotype threat”, algo como “Risco (ou ameaça) do estereótipo”. Esse fenômeno descrito pela psicologia social explica a “ansiedade em uma situação na qual a pessoa pode potencialmente confirmar um estereótipo negativo a seu respeito” (Wikipedia). Será que essa distinção tão marcada entre os sexos não nos expõe exageradamente a situações onde esse efeito possa se manifestar?

Mas afinal, o que queremos pra nossa filha? Certamente, que seja uma mulher independente, forte, que saiba tocar sua vida sem ficar sentada esperando por ninguém. Como não controlo o mundo ao meu redor, a única forma que conheço de mudar essa realidade é criando dentro de casa o ambiente que queria ver também lá fora. Tento brincar de casinha e bonecas com o mesmo entusiasmo com que chamo a atenção para coisas “de menino”, como pegar uma luneta para explorar as estrelas ou brincar de adestrar os cachorros. Lavo a louça e cozinho, mas também lavo o carro – e peço ajuda para a Ana em todas essas situações.

Por fim, o que também acho interessante nessa discussão toda é perceber como há muitas condutas e valores sobre os quais nem pensamos, de tão enraizados que estão na nossa cultura. E por não pensar sobre eles, acabamos repetindo padrões que nem sempre condizem com o que queremos para nossos filhos.

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As crianças e os tablets

Você já entregou seu celular ou tablet para o seu filho se distrair enquanto você tenta fazer alguma outra tarefa? Segundo um artigo publicado no Mashable, 22% dos pais já deram aos fihos um iPod, iPad ou smartphone para manter os seus filhos ocupados enquanto fazem outras tarefas. E 40% das crianças com oito anos ou menos já usou um tablet em algum momento. As estatísticas dos EUA tendem a ser maiores que as nossas, pelo nosso acesso mais reduzido a esses aparelhos (custo dos aparelhos, renda da população, aquela coisa toda) – mas mesmo assim não há dúvida de que essa é uma tendência crescente. Nossas crianças estão cada vez mais usando esses dispositivos no seu dia a dia, seja como simples distração para que os pais executem alguma outro tarefa, seja como recurso didático.

Embora as estatísticas indiquem que a maior parte das crianças usa os aparelhos para divertir-se com jogos, um aspecto que me chamou a atenção foi um teste realizado com um grupo de crianças que usaram um aplicativo no iPad para aprender álgebra. Foi aplicado um teste com dois grupos de crianças, um que usou o aplicativo para estudar e outro que estudou apenas com os tradicionais livros. Dos que usaram livros, 59% atingiram a nota de corte. Entre os que usaram o iPad, esse número subiu para 78%. Outros testes indicam que os tablets podem trazer ganhos em determinadas aptidões da criançada. Ou seja, parece que o iPad e dispositivos similares podem ser um bom recurso para o ensino e desenvolvimento.

Aqui em casa temos um exemplo disso – a Ana (dois anos e meio) saiu usando o nosso iPad desde o primeiro momento, e em umas duas semanas ela dominou completamente o aparelho – escolhe o aplicativo que quer usar, troca de um pra outro, enfim, usa tão bem ou melhor do que muitos adultos menos habituados com dispositivos tecnológicos.  Se isso ajuda no seu desenvolvimento, não tenho certeza. Mas de qualquer forma, parece ser melhor do que sentar passivamente na frente da TV, o que já seria um avanço… O que vocês acham? Já entregaram um smartphone ou tablet para distrair os filhos pequenos? Acham melhor ou pior do que deixar assistindo a um desenho na frente da TV?

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Ai, se eu te pego ouvindo Michel Teló

Um dia desses tomei um susto andando com a Ana no carro pelo centro da cidade, se não me engano voltando da escola. Cruzamos com um carro daqueles que fazem jus à regra de que a qualidade do gosto musical do proprietário é inversamente proporcional à potência do som, tocando Michel Teló a todo volume. A Ana falou “olha pai, tá tocando aquela música que eu gosto!”. Meu coração se partiu em mil pedaços.

Cresci ouvindo Beatles, jazz e música erudita em casa, e minha adolescência foi regada a muito rock clássico, incluindo uma farta dose de rock progressivo. Estudei música durante toda essa fase da vida, embora nunca tenha me tornado um especialista em qualquer instrumento. Tenho gostosas recordações de ir ouvir música no “tio Ivan”, o amigo do pai que tinha aqueles discos do Genesis, e de matar aula no terceirão para ficar ouvindo música na Cacimba Discos Raros, que ficava pertinho do colégio. Cheguei a fazer um semestre da faculdade de Música, mas acabei desistindo para focar na Física (que depois também abandonei, mas aí é outra história). Ou seja, me tornei um chato musical – no bom sentido – que considera ouvir qualquer rádio FM tortura da pior espécie.

Mas lembro também que quando era criança eu me divertia com os discos de trilha de novela, curtia “Rádio Taxi” e ficava esperando passar RPM na rádio pra gravar em fita cassete – e, que droga, nunca conseguia pegar direitinho o começo da música. Essas experiências e descobertas por conta própria ajudam a gente a descobrir do que gostamos, e a criar um certo senso crítico – desse eu gosto, desse outro não. Música, como qualquer coisa na vida, é algo que se aprende aos poucos. Não adianta querer aprender cálculo diferencial antes de aprender a somar. Mas antes de aprender cálculo, você precisa aprender – e gostar – de matemática básica.

Desde que ficamos grávidos, sempre fiz questão de expor a Ana à boa música, desde a barriga. Sessões de fone de ouvido tocando de Chopin a Queen aconteciam quase que diariamente durante a gravidez. Após o nascimento, a hora de ir dormir era frequentemente acompanhada do “Baby Einstein” edição Bach ou Beethoven. Depois de todo esse investimento, saber que minha filha adora Michel Teló é uma excelente lição para entender que os filhos tem vontade própria…

Vejo alguns de meus amigos comentando que proíbem os filhos de ouvir Xuxa porque, segundo eles, é uma porcaria. Mas ao fazerem isso, não percebem que estão impedindo seus filhos de, primeiro, gostarem de música, e segundo, de criarem o seu próprio gosto musical. As músicas da Xuxa podem não ser um primor de qualidade musical, e pode ser que ouvir Toquinho ou Adriana Calcanhoto seja mais legal para seu filho, mas não adianta, a Xuxa faz(ia) músicas simples, com temas de interesse da criançada, letras fáceis de aprender e ainda por cima com aquelas coreografias que tornam a coisa toda mais divertida ainda. Cada coisa ao seu tempo, e se o seu filho gosta de Xuxa, que bom, é uma maneira de começar a gostar de música em geral. Aqui em casa nos divertimos igualmente assistindo ao “Pato” do Toquinho no Mundo da Criança e ao XSPB 3. Se você quer que seu filho aprenda a apreciar as mesmas coisas que você, então primeiro deixe ele gostar de música à sua maneira. Depois que isso acontecer (ou durante), exponha-o a aquilo que você gosta e quem sabe seu filho gostará também. Eduque seu filho, mostrando os instrumentos, tentando junto identificar cada instrumento nas músicas mais simples. Faça batucada com qualquer coisa, cante, toque violão junto, mesmo que você não saiba tocar. Enfim, faça da música uma diversão – e certamente não crie um ambiente onde “preciso cuidar pra não ouvir aquilo que meu pai não gosta se não ele vai ficar triste comigo”.

Por fim, temos que lembrar que nossos filhos são seres únicos e independentes, e se der na telha de virar dançarino de axé ou cantor de sertanejo universitário, assim será. Cabe a nós pais guiar pelo exemplo, mostrando aquilo que a gente acha mais legal.  E, se minha filha com dois anos e meio gosta de Michel Teló, azar, cabe a mim apresentar a ela ao que eu acho melhor e esperar que com o tempo ela espontaneamente passe a concordar comigo. Quem sabe lá pelos quatro anos ela já não deixou essas besteiras pra trás e chegou num Deep Purple?

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Dicas de presentes de Natal para o seu Nerd

Chega esse época do ano, e sempre temos dificuldades para escolher presentes, seja para nossos próprios nerdzinhos ou para os seus pais. Montei uma pequena lista de sugestões, pensando em itens que rendem boas brincadeiras junto com os adultos ou, em alguns casos, dão bons presentes para os pais também!

Livros

  • Bebê – Manual do Proprietário

O livro Bebê – Manual do Proprietário é ótimo para recém-grávidos. Dá uma visão bem humorada sobre o que é cuidar de um bebê. Existem outros melhores do ponto de vista de conteúdo e dicas práticas, mas no quesito diversão na ceia de natal esse é ótimo.

  • HTML for Babies
Esse é fantástico. O HTML for Babies, e seu irmão CSS for Babies, apresentam de forma visualmente atraentes o formato do código que nos nerds tanto amamos (e as vezes odiamos). Não encontrei esse em livrarias nacionais, os links que apresento são da Amazon – não sei se dá tempo de encomendar para o Natal…
Lego!
Não sei vocês, mas eu adoro Lego, e é de longe a minha brincadeira favorita com a Aninha. Então que tal uns modelinhos inspiradores?
  • Robôs
A linha Hero Factory tem robôs muito bacanas, que custam por volta de R$50, tornando-os presentes relativamente acessíveis. E nunca é cedo demais para estimular o amor pelas máquinas 🙂
  • Star Wars
Existe uma grande variedade de kits de Lego do Star Wars, que vão desde kits pequenos de mais ou menos R$60, até uma estrela da morte por R$1.230. O relógio digital talvez não seja o presente ideal para o seu pequeno, mas eu certamente gostaria de ganhar um!
Dicas variadas
  • Dedoches

Quem é nosso leitor assíduo sabe que sou fã de qualquer coisa que estimule o pensamento criativo nas nossas crianças. Um kit de dedoches é uma forma barata de fazer com que as crianças contem suas próprias histórias, e os dedoches são mais fáceis de caber em mãos pequenas do que fantoches de mão inteira. Monte um palco numa caixa de sapato e deixe seu nerdzinho contar a história de sua preferência. Por exemplo, veja esse kit de dedoches dos três porquinhos no Elo7.

  • Fantasias

Mais uma vez na categoria “vamos estimular a criatividade da gurizada”, fantasias rendem horas e horas de brincadeira de faz-de-conta. A escolha do personagem pode variar conforme o gosto do seu nerdzinho. Aqui em casa, favoritos são a Chapeuzinho Vermelho, a Branca de Neve e uma pseudo-bailarina que na verdade mistura as fantasias de princesa, Uniqua dos Backyardigans e e bailarina de fato.

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Mudança de estilo no Bebê Nerd…

Nós vamos encontrar o papai do céu?

Quando comecei o blog do Bebê Nerd, tinha decidido que não postaria histórias muito pessoais, para ficar mais atrelado ao tópico específico do blog. Mas não resisti. Tenho gostado tanto de acompanhar o pessoal do Potencial Gestante, do Diário de Um Grávido, e do Nerd Pai, para mencionar alguns, que resolvi também usar o blog do Bebê Nerd como um registro do crescimento da Ana Clara, o Bebê Nerd residente aqui de casa. Afinal de contas, ela é a inspiração para todos os posts do Bebê Nerd de qualquer maneira.

Assim sendo, e para começar a nova linha editorial (agora me senti muito chique), gostaria de compartilhar a frase da Aninha quando entrou no avião a caminho de Fortaleza, a uns dois meses já, e dissemos a ela que a gente ia voar, subir lá no céu:

A gente vai encontrar o papai do céu?

Naturalmente nossos parceiros de vôo não ficaram muito confortáveis com a brincadeira…

Nós vamos encontrar o papai do céu?
Nós vamos encontrar o papai do céu?

[UPDATE] Já tinha lido antes, mas esqueci enquanto escrevia o post: o Renato Kaufmann, do Diário Grávido, tem um relato muito bacana e bem melhor escrito sobre a primeira viagem de avião da Lúcia, sua filha. Vale a pena ler.

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A “Querida Sophie” da Google

Já viram a nova campanha da Google para o Chrome? A campanha se chama “Dear Sophie”, e mostra um pai mandando emails, vídeos e fotos da filha crescendo para ela mesmo, criando uma espécie de diário da sua infância para que ela mesmo leia quando crescer. Chorei. Ainda mais porque estou a quase duas semanas viajando, e a saudade faz coisas estranhas com a nossa mente…

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Livros para estimular a imaginação

Essa encontrei no Baby Toolkit: livros para crianças que gostam de contar histórias. Os livros são (belamente) ilustrados pela artista Barbara Lehman – e só. Não tem texto. A idéia é estimular a própria criança a contar a história a partir das imagens, estimulando assim sua criatividade e capacidade de expressão verbal. Só estão disponíveis (até onde sei) em inglês pela Amazon, mas como não tem texto mesmo, não tem muito problema… Cada livro custa uns US$10, e o frete da Amazon custa uns US$20 por pedido, o que encarece bastante o livro mas mesmo assim ainda está compatível com o preço de livros que pagamos por aqui. Se alguém souber de alguma livraria brasileira que tenha os títulos ou algum equivalente, por favor me avise. Aqui estão alguns títulos da série:

Outro recurso que parece ser muito bacana são os “Rory’s Story Cubes“, um conjunto de dados em que cada face apresenta um elemento que pode ser incorporado a uma historinha inventada na hora. Estão na minha lista de compras da Amazon, quando comprar comento com vocês como foi…

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“Escolas matam a criatividade”, por Sir Ken Robinson

Depois da discussão gerada pelo post sobre o método montessoriano de ensino e a importância da criatividade na educação de nossas crianças, lembrei da espetacular palestra do Sir Ken Robinson, chamada “As escolas matam a criatividade” e fui assisti-la novamente hoje. Na época em que estamos acostumados com os 140 caracteres do Twitter, recomendar uma palestra de vinte minutos parece um absurdo, mas vale muito a pena. Aproveitem o intervalo do almoço ou do cafezinho para assistir, está legendada em Português.

Para trazer um pouco de contexto, a palestra foi apresentada na TED Conference de 2006. A TED é um evento, ou na verdade grupo de eventos, dedicada a explorar os temas de “Technology, Entertainment and Design”, e hoje tem edições no mundo todo. São Paulo já teve uma edição do TED, chamada TEDx São Paulo – o x indica que foi uma edição organizada por um grupo independente, emprestando o nome e o formato do evento.

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Educando seu filho para a criatividade

Com a nossa recente mudança de cidade, houve também a consequente mudança da escolinha. Embora esse assunto possa ser traumático, especialmente em crianças já com um pouco mais de idade, no nosso caso foi uma delícia. Como voltamos para a cidade onde passamos nossa infância, matriculamos a filha na mesma escola onde minha esposa e seus irmãos estudaram. Mas a grande surpresa e satisfação para mim foi conhecer o método de ensino que a escola utiliza, o método Montessoriano.

O método Montessoriano de ensino foi criado pela médica e educadora italiana Maria Montessori no início do século XX, e está fortemente baseado no princípio da educação auto-direcionada. É dada às crianças liberdade para, por exemplo, escolher com que material querem brincar em um dado momento durante o dia escolar, e todos os materiais ficam permanentemente expostos na sala de aula ao alcance de todos. O “layout” da sala de aula montessoriana é bastante diferente do de uma sala convencional, sendo pensado para estimular a exploração e a descoberta.

Outro ponto que achei fantástico: as crianças ficam em turmas “agrupadas” por faixa de idade, em que cada turma tem crianças com até três anos de diferença. Há turmas de 1 a 3 anos, depois de 4 a 6, e de 7 a 9. A idéia é que essa situação reflete mais adequadamente a realidade social da criança, e faz com que ela passe pela experiência de ser o mais novo e o mais velho da turma, conhecendo as diferentes condições em cada situação. Minha filha está no lado mais novo da turma dela, e é muito divertido ver as meninas mais velhas querendo cuidar dela, ajudar a carregar a mochila, e ver como ela aprende com elas certos hábitos – ela já dá abraço e beijinho em todos os colegas quando vai pra casa no fim do dia, é hilário….

O método montessoriano tem um foco muito grande em estimular a criatividade e o pensamento próprio nas crianças. Basta ver uma pequena listinha de figurinhas conhecidas que estudaram em escolas montessorianas: os dois fundadores do Google Sergey Brin e Larry Page, o criador da Amazon.com Jeff Bezos, o fundador da Wikipedia Jimmy Wales, a celebridade dos jogos de computador Will Wright (que criou o “Sim City” e “The Sims”). Uma reportagem publicada recentemente no Wall Street Journal brinca que deve haver uma máfia montessoriana, dada a quantidade de inovadores e empreendedores que cresceram estudando pelo método. O artigo cita ainda estudos que comprovam a grande porcentagem de ex-alunos montessorianos entre fundadores e líderes de empresas na Europa. Segundo o autor da pesquisa, “os inovadores não só aprenderam cedo a pensar diferente, eles agem diferente”.

Como foi brilhantemente demonstrado na famosa apresentação “Shift Happens” (veja no Slideshare a versão traduzida, altamente recomendada pra quem ainda não viu), nós temos que preparar nossos filhos para exercer funções e executar atividades que ainda não existem, não foram inventadas. Sendo assim, a única forma de prepará-los é torná-los pessoas criativas, curiosas, capazes de explorar e aprender por conta própria. Em um país onde a única preocupação das escolas parece ser formar pessoas capazes de passar no vestibular, e não cidadãos com autonomia e capacidade para compreender e refletir sobre seu universo, acho essa capacidade fundamental. Reflita sobre isso antes de escolher a escola do seu filho, e se houver uma escola montessoriana na sua cidade, recomendo muito fortemente uma visita.

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Páscoa sem chocolate – mais saudável, mais divertida

Minha filha, por mais que a gente tente, não gosta de chocolate. Na verdade ela não gosta de nenhuma bobagenzinha de comer, exceto por pipoca. Na época da Páscoa, isso acaba sendo um problema, já que o tradicional ovo de chocolate não vai ter muito impacto na nossa casa. Então, o que usar para substituir o tradicional ovinho de chocolate?

O Parent Hacks, site norte-americano com dicas para pais de quem sou fã declarado, deu uma sugestão que achei extremamente bacana: encha ovinhos com peças de Lego. Imagina que bacana, depois da caçada pelos ovos pela casa toda, ao invés daquela comilança e consequente momentos de desconforto digestivo, horas de diversão montando brinquedos com as pecinhas de Lego.

Na verdade, é possível usar qualquer pequeno objeto que caiba dentro dos ovinhos. Alguma outra sugestão?